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Rádio Ventor

É uma rádio de sonhos, uma Via Láctea de sons!

Rádio Ventor

É uma rádio de sonhos, uma Via Láctea de sons!

Um Violino


Tentei concentrar as minhas playlists na Rádio Ventor para ouvi-las, na Televisão, sempre que me apetecer. Por isso, acho melhor que estejam concentradinhas para não ter de andar sempre a procurá-las.

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Esta era a figura que o Pilantras fazia quando vivíamos na Amadora. Entre eu e ele estava uma porta. Eu ouvia música, sentado numa cadeira e, de máquina na mão, click! Quando eu lhe tirei a foto ele terá pensado: "tu e o Quico deviam ser uns belos malucos pela música"! Pois, ele agora, está outro doidinho!

As primeiras músicas escolhidas pelo Ventor

Músicas escolhidas por mim e pelo Pilantras Pilantras

Algumas das minhas músicas que me recordam África

Também ouço música quando faço as minhas Caminhadas de Sonhos

As músicas fazem parte da minha Grande Caminhada

Também nunca me abandonam as músicas que foram do Quico

Há momentos que me fazem decidir pelas Músicas Favoritas

Mas eu e o Quico, fizemos uma Lista no Youtube

Também tenho sido um assíduo ouvinte de André Rieu

Mas um dos complementos das minhas noites são as minhas Músicas de Sonhos

Ao mesmo tempo faço a partilha dos meus gostos pessoais pelas músicas que me tem sido permitido usar via Youtube.

Tudo isto a pedido do meu Pilantras que me dise que eu não percebia nada disto. Se queria ouvir as músicas e ver os vídeos, na Televisão, o melhor era concentrá-las todas num poste. Aqui estão elas, para mim, para o Pilantras para a nossa Dona e para quem quiser ouvi-las.


28.03.10

Os Malmequeres


Ventor

Acompanhem, à luz de Apolo, permitida por ele e pelo Senhor da Esfera, a beleza dos malmequeres que a Prima Vera recebeu do mano Inverno.

 

 

 

A beleza dos malmequeres, existe também na música

 

Tenho caminhado por entre os tais malmequeres mentirosos e confirmei uma certeza que já tinha.

Os malmequeres podem mentir-nos sempre que lhes apetece quando lhes arrancamos as pétalas, mas não metem quando nos olham, quando são eles a nos observarem.

 

Eles imitam, muito bem, a redonda face, longínqua, do meu amigo Apolo, quando sorriem com aquele ciclo amarelo no centro e esticam as suas pétalas brancas à procura do infinito.

 

 
Acompanhei, nas minhas caminhadas, o nascer e o crescer destes malmequeres

 

Caminhando entre eles, acompanhado por aquelas revoadas emanadas da energia partilhada por um dos meus companheiros de caminhadas, Eolo, eles sempre vão dançando o vira e revira de um vira tão eufórico como a beleza natural que me apresentam.

Mas também são chatos! Fundamentalmente, quando nesse vira-revira, se juntam numa luta colectiva contra a minha já tão dessiminada grande fama de paparasi reconhecida por todas as flores de vales e cabeços às margens do Tejo.

 

 
Eles fazem, certamente, as n ossas caminhadas muito mais belas

 

Imaginem as teimosias do Ventor e dos malmequeres, quando o meu amigo Eolo se pretende divertir connosco. Só vendo! E calculem os shows que eu e os malmequeres já temos dado com essas teimosias. Coelhos e perdizes, pássaros e escaravelhos, minhocas e gafanhotos, ... humanos e tantos outros, se divertem connosco. E imaginem que nunca tenho a tentaçãso de disputar o jogo do "bem me quer", "mal me quer", com as suas pétalas.

 

Pensei escrever aqui algo sobre esta linda flor, mas desisti, tal a complexidade botânica, emaranhada em géneros e espécies sem fim, levou-me a pensar, por que motivo tornar tão complexo uma flor tâo simples e tão bonita e, ... ainda por cima, nos quer bem!

 

 
Mas, os malmequeres, são de uma grande imensidão, de cores, de formas e até de espécies - milhares! Mas eu só chamo malmequeres a estas duas formas, desde que nasci. Todos os outros pertencem à outra grande imensidão, bem maior - as flores.

 

Fiquem só com os malmequeres. Esqueçam os milhares de espécies, de géneros, de ....

 


O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás


26.03.10

A Mala de Cartão


Ventor

Um dia, num verão da década de oitenta, caminhava eu por Arcos de Valdevez, naquele belo local a que chamam Campo. O tal local que, fica na margem direita do rio Vez, e cujo conjunto, Campo-Vez, terá sido, sempre, uma beleza da Natureza. Se calhar, foi a sua beleza que tramou o nosso "primo galego" ou "primo leonês" - o Afonso VII!

 

Mas caminhava eu, então, ao encontro da minha gente que andava por ali e, sob o tecto lindíssimo do meu amigo Apolo, ouvi, pela primeira vez, esta canção da Linda de Susa - "A mala de cartão".

 

 

Esta mala é mais de madeira mas, a de cartão é semelhante

 

Na altura fui levado, mentalmente, a atravessar fronteiras - as fronteiras do desconhecido - tal como a Linda de Susa e quase toda a minha gente que partiu, das minhas belas montanhas, à procura de outros sóis.

 

Por isso, e sabendo eu como muitos sofreram, na carne, o estigma da emigração, deixo aqui a bela canção da Linda de Susa, para recordar e para prstar a minha homenagem a todos que usaram a velha mala de cartão.

Eu também caminhei com uma, que tinha andado por terras de Espanha e de França e que, tal como eu, ainda teve forças para caminhar, junto comigo, fazer a "guerra" em África! E sabem uma coisa? Lamento não ter, ainda hoje, esse malinha. 

 

 

 

Deixo-vos, então, com a "Mala de cartão" da Linda de Susa.


O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás