A Amália no seu Barco Negro

 

Coloquei o fado da Amália, por não ter o da Cristiana.

 

As minhas músicas são velhas, mas são a meu gosto e são muitas. E isso basta-me!

Mas agora enveredei por uma espécie de alternativa às minhas velhas músicas. Há momentos de saudade e é preciso viver esses momentos e que melhor que o fado para isso?

 

 

 

 

 

 

Na parede da sala do desportivo de Barcarena, os motivos invocavam o fado

 

Mas eu acho o fado sempre jovem. Tal como as minhas músicas velhas, sempre jovens e sempre actuais. Hoje apareço aqui, na Rádio Ventor, para vos falar das minhas últimas aquisições musicais. Apenas fado! Quatro CD’s com 47 fados!

 

Pois foi! Desafiaram-me para uma noitada de fados e como não gosto de ser desmancha-prazeres, acedi! Aproveitei um belíssimo jantar e ouvi fados até cerca das 02:00 da manhã. Mas há quem perceba disto e em vez de me deslocar a uma clássica Casa de Fados desloquei-me ao Clube Desportivo de Barcarena. Nem mais!

Tivemos lá, há dias, uma bela noite de fados, cantados por velhadas como eu e por uma jovem a quem prevejo um grande futuro. Espero não me enganar.

Alguém disse que o fado é o elo mais curto para a saudade. Quem não tem saudades de velhas fadistas como a Hermínia, a Amália e tantos outros? Mas estes fadistas são uma espécie de trovadores do fado. A verdade é que não ficam a dever nada aos grandes cantores fadistas do momento. Mas é preciso sorte para singrar na vida!

Pois ouvi os fadistas e comprei-lhes três discos mas coloco aqui esta bela jovem que me fez recordar a Amália.

 

 

 

 

Uma beleza a moça e uma beleza a fadista.

 

Eu não percebia nada daquilo e tinha comprado dois discos a dois companheiros dela. Quando ela se chegou junto de mim, com o disco na mão, eu disse-lhe que não estava interessado que já tinha comprado dois. E, dizendo isto, ia pensando que ela ainda poderia vir a ser fadista. Mas depois tive pena dela. Levantei-me, cheguei junto dela na mesa dos fadistas e disse-lhe que sempre queria o seu disquinho. «Arrependeu-se», disse ela. Não, mas acho que sou burro não comprar o disco de quem espero e acredito, venha a ser uma grande fadista! Tinha-a ouvido cantar dois fados e tinha gostado.

Recebeu o dinheiro, assinou o disco, fizemos uma festinha na face, um do outro, e os fados continuaram. Então não é que fiz bem comprar o disco!

Força Cristiana!

 

 

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

sinto-me: fadista
música: Barco Negro, por Amália Rodrigues
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publicado por Ventor às 23:51