Hoje é o dia da Rádio.

Há muitos anos que estamos embrenhados no dueto, Rádio e Televisão.

Há muito tempo que ouço dizer que a Televisão iria engolir a Rádio mas, tenho muitas dúvidas que, nos tempos mais próximos venha a ser assim. A Televisão é a Televisão e a Rádio é a Rádio.

 

 
Um tipo de velhos rádios que terá feito a delícia de muita gente

 

Para mim, ambos têm lugar neste mundo. Todos sabemos que há muitos locais neste mundo, em que não há Rádio nem Televisão. Mesmo locais civilizados!

É difícil caminharmos, trabalharmos, ou até, estarmos deitados e vermos televisão. Não é nada difícil conseguirmos tudo isso, ouvindo rádio. É difícil ser levada a televisão a sítios deste mundo onde levará muito tempo a lá chegar mas não é tão difícil fazer lá chegar a voz na Rádio. Quantas vezes umas pilhinhas fazem milagres!

 

Hoje, caminhava eu num jardim dos arrabaldes onde costumava encontrar um trabalhador de Leste. Moldavo, romeno, russo, ucraniano, ... não sei, mas sei que é daqueles lados.

Estava agachado a limpar ervas que estariam a estorvar umas plantas que pretendem crescer. No chão, executando o seu trabalho, lá estava ele, gastando umas pilhitas para saber o que se passava neste mundo, na sua terra por exemplo e ouvindo a sua música preferida. Vim caminhando para casa a pensar entre vantagens e desvantagens entre a Rádio e a Televisão. Depois, almocei e sentei-me a ver as notícias na televisão. As notícias de uma estação relacionada com os temas da economia e das finanças portanto, com as misérias deste mundo - a Bloomberg. Não percebo nada mas leio tudo!

 

 

Foi com rádios de ondas curtas, como este ou mais sofisticados como os receptores da Força Aérea que eu acompanhei a evolução deste mundo. Ouvia a Rádio Moscovo, a Voz da Argélia, Rádio Pequin em Francês, etç. Mesmo em plena guerra, acompanhava esta última quando operava com o Comando avançado em Nampula onde cheguei a ouvir que Nampula tinha sido destruída pela Frelimo e, o operador daquele lado me dizia que nem um tiro houvera. Era a emissão da Rádio Pequim, em Francês para a África. Sempre achei que vivemos num mundo de alfrabões, de todas as raças e de todas as cores

 

Se quisesse fazer outra coisa não poderia porque, a ouvi-los não os entendo e a olhá-los não poderia. Lembrei-me do jardineiro que, lá dos fins da Europa, trabalha, ouve música e vai sabendo notícias da sua terra, tal como eu fazia na Força Aérea e depois na minha empresa. Não custa nada trabalhar, ouvindo mas, já custa mais trabalhar, olhando.

Conduzindo, ouvimos tudo na rádio do automóvel, seguimos a trajectória do mundo, completamente infiltrados. Com televisão, pelo menos, para quem conduz, seria impossível

 

Por isso, resolvi fazer este post e prestar a minha homenagem à Rádio ou, se preferirem, às Rádios. Claro que, não irei esquecer a Rádio Ventor! Esta é a minha rádio, a rádio onde eu ouço belas músicas e foi para isso que ela foi criada. Se me deixassem, seria a rádio mais completa do mundo mas, como calculam, temos de ter em atenção os direitos de autor. Por isso, têm de ir saltitando como eu faço e mais, entre rádios que entre televisões. Chama-se, a isso, o poder de optar.

Com Televisão ou Rádio, fiquem bem.

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

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publicado por Ventor às 17:26